Quase vinte
anos separam o texto do romance do texto da peça. Mesmo é o homem, mesmo é o
Brasil, mesmo, sobretudo, é o mundo. A geração castrada gerou um tempo castrado.
A indignidade de todos, provoca a única dignidade possível: rir, tremendo, da
grande tragédia à avessas.
O texto de
Mario Prata destaca ângulos mortos na narrativa
original, dá maior densidade à época que o motivou.
O romance é escatológico.
A peça é política. O resultado é a escatologia da política ou mais
coerentemente, a política da escatologia.
Carlos
Heitor Cony