No bar do Gringo
GRINGO - Tem prática no ramo?
HEROI - Não...
GRINGO - Bem, não precisa ter muita
experiência... Não cuspindo nos pratos dos freguezes já está
bom. Na frente deles... Escondido, pode. (ri dele mesmo,
gargalha)
Tubaína ri do Gringo, do seu sotaque
americano. Parece ser um bom cara bem bonachão. O Gringo,
durante o papo tá comendo um enorme dum sanduiche. Deixa o
sanduiche em cima da mesa e vai até a caixa registradora.
Tubaína pega o sanduiche e dá ùma mordida escondido. Gringo
volta com uma nota na mão.
GRINGO - Toma. Vai tomar um banho, fazer
a barba, cortar o cabelo, arrumar uma roupa qualquer, que seja
mais limpa que esta. Volta logo porque lá pelas quatro horas,
já começa chegar freguês.
TUBAÍNA - Muito obrigado. E, com o
primeiro salário eu compro um bom dum par de sapatos.
GRINGO - Mas que salário? Quem foi que
falou em salário? (gargalha)
TUBAÍNA - Ué, não vai ter salário?
GRINGIO - Claro que não! O Ditinho não
te colocou a par?
TUBAÍNA - Não... Nada...
GRINGO - Sou estrangeiro, não posso te
empregar,entende? Tem os impostos, os encargos sociais,
trabalhistas, sai tudo muito caro, eu não posso, entende?
Oficialmente você será apenas o meu ajudante. Se algum
fiscal passar por aqui, a gente diz que você é um parente -
distante - da minha mulher e que chegou do interior e os
papeis ainda não estáo prontos.
TUBAÍNA - E eu não vou ganhar nada?