DOS PASSOS - (depois de pensar um pouco)
É isso!
Vou bater uma!
Dos Passos vai para o banheiro. Tubaína pega o vidro,
desembrulha. Fica olhando para Pilatos. Pensa em dizer alguma
coisa. Mas começa a chorar. Ouve-se a ofegância de Dos
Passos no banheiro. Tubaína enxuga as lágrimas. Tubaína
fica sozinho, se ajeita novamente para dormir. Logo volta Dos
Passos.
DOS PASSOS - Ufa!...
TUBAÍNA - Outra!
DOS PASSOS - Outra o que?
TUBAÍNA - Outra, vai!
DOS PASSOS - Mas eu acabei de bater uma!
Dá um tempo, cara!
TUBAÍNA - Ou bate outra ou eu vou embora
e você não vai mais ser meu empresário. Ou melhor, não vai
mais ser empresário dele!
DOS PASSOS - Tá bem... Daqui a meia
hora.
TUBAÍNA - Tem que ser agora!
Dos Passos vai. Tubaína procura alguma
coisa. Dos Passos volta mais fatigado ainda. Enquanto ele
estava lá dentro, Tubaína arrumou um pedaço de ferro e
ficou aguardando ele sair.
TUBAÍNA - Volta! Mais uma!
DOS PASSOS - Clemência! Não posso...
Considere a minha idade, pelo amor de Deus! Não tenho a mínima
condição! Peço arrego. Está acima das minhas forças.
TUBAÍNA - Ou vai ou eu te racho! Pega
alguma revista, use a imaginação!
Dos Passos, fatigado, volta para o
banheiro. Depois volta com uma revista de Turfe nas mãos.
DOS PASSOS - Por favor, assim não dá. A
única revista queu encontrei foi essa revista de turfe...
B.O.