Nada me abalou tanto neste ano como o caso Vera
Fischer. Parece que o final vai ser feliz. Ela merece. Um ano novo vem aí. Para ela, para
o pequeno Gabriel e para todos nós, brasileiros.
A primeira vez que vi a Vera, torci contra. E já
era na televisão, no concurso de Miss Brasil de 1969. Torci contra porque quem
representava o estado de São Paulo era a Maria Lucia Alexandrino dos Santos (hoje
Segall), minha ex-namorada, lá de Lins. Vera foi a Miss número 1 e a minha Luluzinha
ficou com o segundo lugar.
Depois a Vera se casou com o Perry Salles (na
verdade Perilúcio José - ele não vai me perdoar o Perilúcio), que era - e é - meu
amigo. Fiquei amigo da Vera. Conheci bem a danadinha.
Toda introdução acima para dizer que a Vera era
uma das pessoas mais meigas, simpática (gostosérrima, evidentemente) e educada que eu
conheci lá pelos anos 70. Tomamos muito chope juntos nos botecos do Rio de Janeiro. Vera
estava começando a carreira e era vista com uma puta má vontade pelos coleguinhas
jornalistas. Começaram a inventar romances absurdos com políticos mais absurdos ainda.
Ela segurava a barra e estudava. Estudava teatro. Queria ser atriz. Levava a coisa a
sério.
Uns dez anos se passaram e a Vera provou ser uma das
melhores atrizes do Brasil. Talentosíssima, acima dos contornos loiros do seu escultural
(até hoje) corpo catarinense. Quem não se lembra dela no gostoso Eu Te Amo, do Jabor?
Tempos depois ela e Perry fizeram uma peça com o
meu querido Aderbal Junior (que hoje insiste em ser chamado de Aderbal Freire-Filho). Mais
contatos com a Vera. Ela continuava a mesma: um doce português em caldas loiras.
De lá para cá, segundo palavras dela mesma, foi
chegando à beira do abismo. Não me compete discutir os motivos. Mas já não era mais a
mesma Vera. Estava sozinha, dando tesouradas na própria sombra, dizendo absurdos em
entrevistas. Estava desorientada e abandonada à própria infelicidade.
Felizmente veio lá da Bahia o meu bom Perilúcio
para segurar a doiDIVAna. Não sei que drogas levaram a Vera para o tal do abismo. Mas sei
que, da Argentina, ela ressurgirá mais linda e talentosa do que nunca para nos dar mais
prazer. Que prazer! Muito prazer!
Isso foi um hiato na sua vida, Vera. Pode ter
certeza que tem muitos jornalistas, como eu, torcendo por você.
Pra mim, você continua sendo a Miss Brasil, cada
vez mais miss, cada vez mais talentosa, bonita e inteligente. E gostosa.
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Até logo, Miss Brasil. Qualquer dia desses a gente
se encontra por aí, como se nada tivesse acontecido. Beijão.