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SEXO, CÓPULA, COPA E PAIO

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o estado de s. paulo

03/12/94

 


Continuo com a minha tese que o Parreira e o Zagalo não entendem nada de psicologia. E hoje concluo: nem de sexo. Fora o paio, é claro.

Essa história de proibirem os jogadores de levar as suas esposas parece bula papal. Tinha que levar. O raciocínio é claro, límpido. Com as esposas por lá, os jogadores dariam apenas aquela comparecida quinzenal tradicional e não ficariam mais preocupados com o assunto.

E tem outro aspecto: deixar os jogadores cinquenta dias longe das esposas é expô-los ao ciúme distante e doentio. O Parreira e o Zagalo deveriam saber que o brasileiro é um ciumento nato. O brasileiro tem a síndrome do corno enraizada na sua cabeça. E olha que quase todos eles são casados com loiras. E vocês sabem, as loiras são fatais. Não podemos deixar de considerar aqui que toda loira é, a princípio, gostosa. Apetitosa. Imaginem a cabeça do Muller sabendo que a sua exposa vai ficar aqui cinquenta dias longe dele...

O Pelé, em entrevista recente, foi criticado sobre o assunto. O que dizia o Rei? Simplesmente que deve-se levar s esposas para as Copas. Que, o que prejudica o jogador não é o ato sexual em si, mas sim as preliminares. Exatamente, as preliminares! E explicou.

O jogador fica dias pensando naquilo. Pensa mais naquilo que na conquista da Copa. Qualquer brasilirto, entre conquistar uma mulher e uma Copa, fica com a primeira sem pestanejar. Depois, se consegue driblar a comissão técnica, tem que passar horas, para tentar conseguir o seu intento. Tem até ali, o problema da língua. Depois é a dificuldade de onde perpretar tal pecadinho. Depois, a carência faz com que o coração bombe os canais competentes com muito mais intensidade, com mais volúpia. O que o Pelé quis dizer é que o ato sexual em si, não prejudica, não derruba ninguém, mas a tesão contida (já dizia meu avô, tesão contida é tesão perdida), a vontade e a imaginação sim, matam qualquer velho.

Um meu velho amigo, que disputou a Copa de 74 na Alemanha me contava outro dia como eram as atividades sexuais por lá, longe das esposas, naqueles idos. Os jogadores organizavam campeonatinho de sexo manual em algum dos quartos. E este meu amigo me garantiu que um bem dotado zagueiro era sempre o campeão com quatro emissões sem tirar a mão. Eu disse quatro. De uma vez.

Nesta mesma Copa, um atacante muito conhecido, atravessou três países, de carro, durante a noite, para transar com uma amiga na Suiça. Ou seja, saiu de Munique na Alemanha, atravessou uma parte da Áustria e foi dar a sua bimbada na Suiça, voltando a tempo para o café da manhã, na Copa. Não nos esqueçamos que, naquela Copa perdida o técnico era o Mario Jorge Zagalo. O Brasil ficou em quarto lugar, depois de sete jogos, com três vitórias, dois empates e duas derrotas. Nos sete jogos, marcou apenas seis gols.

E o paio, minha senhora? Qualquer médico de porta de hospital sabe que o paio é pesado, é altamente imetabolizável, ou seja leva de dois a três dias para se ter o esvaziamento gástrico. E eu pergunto: quantos metros de fio dental a comissão está levando para a Copa? Sim, porque o paio vai penetrar ali entre os dentes dos nossos craques, aos fiapos. E faz mal para os dentes. Causa um tremendo mau hálito o que irá dificultar e prolongar ainda mais as preliminares dos nossos queridos adoradores de Onan.

Resumindo: vão forçar os vinte e dois jogadores a fazer justiça sexual com as próprias mãos e a comer paio.

Será que a gente chega ao fim da Copa? E da cópula? Tudo isso não passa, me perdoem, de uma paiaçada!

Enquanto isso, a nossa nutricionista demitida delicia-se com saladas em São Paulo, Mozer é campeão em Portugal pelo Benfica e o Roberto Carlos, o Cesar Sampaio (ou seria Cesar Sempaio?), o Evair, o Palhinha, o Valber, o Marcelinho Carioca, o Valdir, o Túlio,entre outros, desfilam saúde ao lado de suas loiras e protegidas esposas.

Que a Copa nos seja leve.