E a rede balançou!
E a Bebete - numa lua clara - foi embora. Lembra
dela? Aquela, do Jorge Ben. Ou aquela do Luis Gonzaga? Ou seria do Jonnhy Alf? Ou você
só se lembra do Wilson Simonal fazendo o Maracanãzinho inteiro cantar Meu Limão Meu
Limoeiro?
Pois o Simoninha é filho dos quatro: do Jorge, do
Luiz, do Jonnhy e do Wilson. Mas anda com uns caras diferentes, a turma dele: Max de
Castro, Daniel Cartomagno, Bernardo Vilhena. Sem falar nos já quase clássicos Claudio
Zolli e o Jairzinho Oliveira. Deixa que digam, que pensem, que falam, eu não estou
fazendo nada! Você também.
Esse Volume 2 - que eu recomendo ouvir no Volume
Máximo -mistura (ou mixa?) o som dos anos 60 e dos 90. E cai no 2.000. E se cai pesado no
rock e no baião, pega leve no romantismo do menino Simoninha. Simoninha, que eu conheci
ainda pequeno, andando com o outro cobra, o João Marcello, filho de uma porção de
gente, também. Tudo gente boa. Aliás, boníssima, em todos os sentidos.
Volume 2 é gostoso. A palavra é essa. Mais ou
menos como o riso solto do Simoninha. Mais ou menos gostoso como leite condensado com
larica. Mais ou menos como namorada nova e gostosa. Mais ou menos como dançar agarradinho
no baile do clube, todo excitadinho. Gostoso como nos bons tempos. Gostoso como vestir
azul num país tropical.
Volume 2 é a cara dessa molecada nova da MPB.
Volume dois é a cara do Simoninha.
E, se você não sabe como é a cara do Simoninha,
comece ouvindo a voz dele. E, como se não bastasse cantar como (melhor, desculpe
Simonão) o pai, o danado ainda compõe. E põe. Põe coisas na cabeça da gente.
Como ele mesmo diz, a rede balançou, a bola vai
rolar, na tela da tv, deixa, deixa acontecer, o dia vai chegar, aí você vai ver. Deixa,
deixa acontecer.
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