Comecei
no jornalismo em 1960, com 14 anos, na Gazeta de Lins e aos 16 na Última Hora
do Samuel Wainer. Aliás, na UH, era companheiro de página de Orestes Quércia
que escrevia as fofocas socias de Campinas. E quem editava a página era o
glorioso Ignácio de Loyola Brandão.
Estava
me lembrando disso, no domingo, num brunch que o casal Arnaldo/Suzana (com z)
ofereceu a amigos ali atrás da Praça Panamericana. E resolvi, pelo menos hoje,
voltar ao ofício.
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Suzana
Villasboas, a anfitriã, de negro, como quase todas as convidadas, desfilava
charme e simpatia. Nota dez para a comida. O rosbife estava supimpa. Vinhos à
vontade e cerveja no congelador. Recebe como ninguém, a produtora de Eu Sei Que
Vou Te Amar, do marido Jabor.
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Arnaldo
Jabor, voltando de um Spa, mais elegante do que nunca, preocupado com a filha
mais nova que está namorando um garoto dez anos mais velho, esquecia-se que ele
tem quase vinte a mais que sua esposa. "Mas é outro patamar", dizia.
Foi vaiado.
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Jô
Soares, a simpatia de sempre, com justíssima calça jeans, discutia câncer num
canto da varanda com o cancerologista
Dráusio Varella, o careca mais simpático e fotografado da cidade. O livro do Jô
já é o mais vendido em todo o Brasil.
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E
por falar em Dráusio, que se fazia acompanhar de sua sempre encantadora esposa
e atriz Regina Braga, informava, com exclusividade a essa coluna que disputa,
pela terceira vez, dia 12 de novembro, a Maratona de Nova Iorque. Há dois anos
ficou entre os 3.000 primeiros. No ano passado entre os 2.000. São 50.000
concorrentes. Sorry, periferia!
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A
excelente atriz Regina Braga, muito elegante de tailler beje, fazia planos para
a sua próxima peça, depois de ficar anos contracenando com Irene Ravache na
Sala São Luiz. Por enquanto é segredo.
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Xuxa
Lopes, ex-rainha do Diagonal, muito mais bonita e charmosa que a outra Xuxa,
dava a boa notícia. Seu marido, o cineasta Hector Babenco, já fez o
transplante de medula em Los Angeles e passa muito, muito bem. Já está em
casa, nos Estados Unidos. Breve começa a filmar.
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Washington
Olivetto, o homem mais premiado em Cannes, dava uma verdadeira aula sobre a
Austrália e comentava do virus que o atacou e deixou-o 28 dias de cama, tomando
antibióticos. Mas já se restabeleceu. E cobrou do Jô Soares que achava, de
brincadeirinha, que ele tinha Ebola.
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Um
produtor e um diretor argentino acertavam com os anfitriões a montagem da peça
de Jabor em Buenos Ayres para o próximo ano. Os detalhes já estão bem avançados.
Suzana quer entrar na produção. Bola branca.
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O
fazendeiro Jovelino Mineiro, dito Nê, aquele mesmo que recebeu em sua fazenda
FH logo depois da eleição, conversava com Dráusio sobre o crescimento de Edir
Macedo.
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Carmo
Sodré, filha do ex-governador Roberto de Abreu Sodré e esposa de Jovelino,
mantinha o sorriso mais bonito da tarde e falava das novidades de ser mãe. Uma
simpatia, essa jovem genuinamente paulistana.
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Glorinha
Kalil, a gloriosa Glorinha, agora atacando - e bem - de jornalista na revista Veja, mais linda do que nunca, sentada
entre dois ex-amores: Jabor e Jovelino. O marido por perto. Tempos modernos.
Bola branca.
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Na
ala jovem, as duas filhas de Jabor circulavam com fãs, namorados e primos. Duas
beldades beirando os vinte e a nossa imaginação.
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Dênio
Benfatti e Marjorie Gueller (a estilista da primeira dama), o casal Chips
(impossível comer um só), preocupados com a a filha Clara que não chegava.
Marjorie ainda não sabia do braço quebrado de Dona Ruth.
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Gil,
o mais jovem da tarde, filho da divulgadora Sofia Carvalhosa e do meu querido
Mario Moreira Leite, assistia televisão na sala, meio de saco cheio (desculpem
a expressão).
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O
psiquiatra baiano e barman paulista Luiz
Tenório de Oliveira Lima, como sempre, tenorizava para uma platéia atenta
sobre calotas dos carros nos anos 20 e contava do almoço em sua casa, no sábado,
com Gal Costa, para o qual esta coluna não foi convidada. Ao seu lado, a
jornalista, esposa, linda e maravilhosa Annette, também de preto, parecia já
ter ouvido aquela história. E sorria gostoso, com o filho franco-brasileiro
Thomas no colo.
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Chegando
atrazado, vindo de Jundiái, onde foi suspenso o jogo do Palmeiras por causa da
chuva, chegava Matinas Suzuki, todo molhado. Mas, como sempre, elegante e
chamorso.
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Foram
notadas as ausências do escritor Reinaldo Moraes (e Martinha) e Mateus Shirts
(avec Silvinha).
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O
colunista Mario Prata foi ao brunch a convite da produção da peça Eu Sei Que
Vou Te Amar.