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A MÁQUINA DE BEIJAR

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Revista de Curitiba

03/12/94

 


Não sei se sabem, mas a máquina de beijar existe e existe há muitos anos, fabricada principalmente para os tímidos, retraídos e solitários. As primeiras experiências com esta fenomenal máquina podem ser creditadas a William Cullen da University os Glasgow, que em 1748 através da evaporação do éter etílico em laboratório avançou na sua invenção. Jacob Perkins, um engenheiro americano que vivia em Londres, patenteou a primeira máquina em 1834, usando um compressor de líquido volátil.

Nos Estados Unidos o primeiro sucesso nesta área foi desenvolvido em 1844 por Johyn Gorrie. Entre 1850 e 1859, na França - tinha que ser - Ferdinand Carré criou a primeira máquina de beijo por absorção e sucção, dando ao beijo maquinal o sabor de ácido sulfúrico, água e amônia. Fora o tradicional nitrato de prata, é claro. A máquina teve grande desenvolvimento durante a Guerra Civil americana.

No Brasil houve uma tentativa de importação durante o governo do Juscelino, sem sucesso. Quer pelo preço, quer pela inutilidade da mesma para os brasileiros que sempre foram muito dados tais ósculos.

Mas agora, fontes fidedignas, ligadas ao Planalto Central, garantem que o presidente Itamar encomendou uma apenas para ele, para evitar públicos escândalos. Uns dizem que a máquina já chegou e se encontra com o dentista dele em Juiz de Fora.